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Archive for the ‘Conheça Geneticistas Brasileiros’ Category

newton freire maiaO professor Newton Freire-Maia nasceu em 29 de junho de 1918, na cidade de Boa Esperança, em Minas Gerais. Com apenas 15 anos de idade decidiu que queria ser cientista. Entretanto, a sua vida científica demorou a começar, pois somente depois de “alguns tropeços e atropelos” é que ele iniciou os seus estudos em Genética, pesquisando drosófilas, orientado por Dreyfus e Pavan, na USP, em 1946.

Em 1951, transferiu-se para a Universidade Federal do Paraná, onde criou um laboratório de Genética e deu cursos de biologia geral. Alguns anos depois (1956-1957), esteve na Universidade de Michigan, com bolsa da Fundação Rockefeller, quando começou a estudar Genética Humana. Em 1958, o Laboratório de Genética da Universidade Federal do Paraná transformou-se então em Laboratório de Genética Humana e a equipe do Professor Newton, pioneira na área de Genética Humana e Médica no Brasil, passou a pesquisar sobre: a) os efeitos genéticos de casamentos consanguíneos na morbidade e/ou mortalidade precoces; b) os efeitos genéticos das radiações ionizantes; c) malformações dos membros; d) displasias ectodérmicas. Newton Freire-Maia foi também pioneiro na implantação de um Serviço de Aconselhamento Genético, após a obtenção do título de doutor em Ciências Naturais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Newton considerou o estudo das Displasias Ectodérmicas como sendo o mais importante da sua vida. Foi o idealizador de uma forma de definição e classificação destas displasias que é hoje utilizada em todo o mundo.  Criou o CEDE – Centro de Estudos de Displasias Ectodérmicas, com a Dra. Marta Pinheiro, o qual logo se tornou referência internacional sobre o assunto. Descreveu 23 entidades nosológicas novas. Publicou três livros sobre as displasias ectodérmicas e vários artigos de revisão.

Newton Freire-Maia foi representante do Brasil na Organização Mundial da Saúde, em Genebra na Suíça. Era membro titular da Academia Brasileira de Ciências, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da Sociedade Brasileira de Genética, da qual foi sócio fundador e Presidente. Ao longo de sua carreira, recebeu numerosos prêmios e homenagens, de instituições de ensino, de pesquisa, governamentais e de outras instituições, brasileiras e estrangeiras. Entre as inúmeras homenagens póstumas que recebeu está o Parque da Ciência do Estado do Paraná, localizado na região metropolitana de Curitiba, que tem o nome de Newton Freire-Maia.

Em todos os seus anos de trabalho científico, Newton publicou 18 livros no Brasil e 2 nos Estados Unidos, e mais de 200 artigos científicos.

Freire-Maia tinha um grande amor pela ciência e uma capacidade ímpar de trabalho, fato que ele deixa claro com suas próprias palavras: “Com 84 anos de idade e aposentado há 22 anos, eu gostaria de deixar claro que nunca parei de trabalhar aqui. Continuo a vir diariamente ao Departamento de Genética pelo simples fato de que minha residência e este Departamento são as maiores fontes de felicidade que tenho em Curitiba.”

Newton Freire Maia faleceu em Curitiba no dia 10 de maio de 2003. Suas qualidades humanas e virtudes deixaram marcas profundas em todos que o conheceram, permitindo que muitas sementes germinassem. Ele sentia-se muito feliz ao estar próximo de estudantes, dizia aprender muito com eles. Tinha uma extraordinária capacidade de comunicação e suas palestras encantavam os jovens pelo seu entusiasmo e alegria. Deixava sempre claro seu grande amor pela Ciência. Ele foi exemplo de uma vida rica e criativa, de trabalho proveitoso e prazeroso, de ação e criação embasadas sempre na honestidade, na simplicidade, no respeito, na humildade e na sabedoria.

 

Texto:

Dra. Deborah Afonso Cornélio

Pos-doutoranda do programa PNPD-CAPES

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Horácio Schneider nasceu no dia 15 de maio de 1948 na cidade de São Paulo (SP) e graduou-se em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará, UFPA, em 1974. Em 1976, sob orientação de Francisco Mauro Salzano, concluiu o Mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e, no período de 1979 a 1984, realizou doutorado também na UFRGS sob a mesma orientação. Realizou dois pós-doutorados, tendo sido o primeiro, em 1990, na Universidade de Stanford sob orientação de Luigi Luca Cavalli-Sforza e o outro, em 2005, no período de janeiro a julho na Universidade de Nebraska (Lincoln, NE, USA).

 

Durante seu mestrado e doutorado, trabalhou com a análise de polimorfismos, o que fortaleceu seu interesse pela área da evolução gênica e estudos de filogenia, sendo um dos pioneiros no Brasil a trabalhar com filogenia de primatas. Nestas áreas de estudo, publicou vários trabalhos, dentre eles, o livro “Métodos de Análise Filogenética – Um guia prático”, o qual é bastante utilizado por estudantes que querem aprender um pouco mais sobre programas de análise filogenética. Tendo 129 artigos completos publicados em periódicos, os quais somam 2003 citações, resultando num fator H:22, e tendo orientado 16 dissertações de mestrado e 17 teses de doutorado, atualmente, ele é Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 1B.

 

Na UFPA, instituição onde se graduou, assumiu diversos cargos como Chefe do Departamento de Genética, Coordenador do Curso de Pós-graduação em Ciências Biológicas, sendo, atualmente, professor Associado nível IV do Instituto de Estudos Costeiros do Campus de Bragança e Vice-Reitor desta universidade (2009-2017). Além disto, coordenou o convênio do CNPq – National Science Foundation juntamente com Dr. Morris Goodman da WSU (Detroit), foi membro do conselho da SBPC, presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia, presidente da Sociedade Brasileira de Genética, dentre outras atividades.

Como forma de reconhecimento pelas suas contribuições para o desenvolvimento da ciência no Brasil, em 2002, foi nomeado membro titular da Academia Brasileira de Ciências, neste mesmo ano, recebeu a ordem honorífica de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e, em 2010, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico concedidas por decreto presidencial.

 

Ana Rafaela de Souza Timoteo – Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Bioquímica e Biologia Molecular da UFRN.

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kriegerPesquisador, professor e médico, o doutor José Eduardo Krieger formou-se em 1984 em Medicina pela Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP). Ao concluir a graduação ingressou no doutorado em Fisiologia, defendendo sua tese em 1988 pelo Colégio Médico de Wisconsin – USA. Apesar de ser médico – cardiologista, o doutor Krieger nunca clinicou. O  mesmo costuma dizer que a vontade de estar junto aos pacientes sempre existiu, porém, por vocação e oportunidades acabou indo para o lado da pesquisa.

O pós-doutorado do dr. Krieger foi em Biologia Molecular, sendo iniciado em Havard e concluído na Universidade Stanford, ambos nos USA. Com isso, ele adquiriu amplo conhecimento da Genética de doenças cardiovasculares, atuando em várias linhas de pesquisas para esse propósito. Atualmente, é professor titular de Medicina Molecular na USP-RP e dirige o laboratório de Genética e Cardiologia do Instituto do Coração (InCor). Dono de um currículo exemplar, o dr. Krieger se orgulha de sua trajetória acadêmica; pesquisador respeitado em sua área, o mesmo já ganhou vários prêmios de reconhecimento por sua atuação no entendimento e melhora na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial. Além, de ser coordenador de um grupo de pesquisa pioneira com células-tronco para regeneração cardíaca.

Dr. Krieger é filho de outro respeitado pesquisador, o dr. Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e professor emérito da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, o mesmo atua na fisiologia de doenças cardiovasculares. Hoje, pai e filho trabalham juntos na criação de um ambiente para que no futuro os médicos usufruam de suas colaborações para a ciência.

 

 

Texto: Daniele Maria Lopes Pinheiro – doutoranda em Ciências da Saúde – UFRN

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(Foto: Revista Pesquisa Fapesp)

(Foto: Revista Pesquisa Fapesp)

Considerado um dos pioneiros da genética brasileira, Willy Beçak, nasceu em Mulhouse na província de Alsásia-Lorena, França, em 26 de outubro de 1932. Anos depois veio para o Brasil, onde se formou bacharel em ciências pela universidade de São Paulo (USP), em 1955, e doutor na área em 1964, pela mesma instituição. Antes mesmo de se formar doutor, Beçak já havia sido convidado para assumir o cargo de professor associado no Instituto de Estudo Avançado em Ciências Médicas, na Califórnia, Estados Unidos.

Uma vez doutor, tornou-se professor pleno de Genética Médica, pela faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em 1965, e na faculdade de Medicina de Marília em 1968. Como pesquisador, Willy assumiu a chefia do setor de Serviço de Genética do Instituto Butantã, em 1980, além de atuar nos cargos de diretor geral e científico do citado Instituto (onde criou, em 1960, o Laboratório de Genética, o primeiro a realizar estudos citogenéticos no país), coordenador-geral dos Institutis de Pesquisa e Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (1991-1993) e presidente da Fundação Butantã (1989-2000).

Willy Beçak propôs e auxiliou a criação do Programa de Auto-Suficiência Nacional em Imunobiológicos do Brasil, pelo Ministério da Saúde. Orientou vasto número de estudantes de pós-graduação e coordenou diversas teses de doutorado e dissertaçãoes de mestrado. Ministrou cursos e organizou workshops, simpósios e congressos nacionais e internacionais, contribuindo substancialmente para o desenvolvimento da pesquisa na área de citogenética, mecanismos de determinação de sexo e evolução.

Atualmente, é professor na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e membro titular ou honorário de vinte sociedades científicas no mundo, bem como de academias como a Academia Brasileira de Ciências e a Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Em 2007 foi nomeado cidadão paulistano e até o momento desenvolve pesquisas e alavanca a ciência no Brasil.

 

Texto: Rayssa K. M. Oliveira

Mestranda do programa de Bioquímica da UFRN

 

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Sérgio Danilo Junho Pena é médico geneticista e um grande divulgador da pesquisa em genética humana no Brasil. Nascido em Belo Horizonte (1947), concluiu o curso de medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1970. Fez doutorado pela Universidade de Manitoba (Canadá), defendendo sua tese “Double Labeling: A New Investigative Technique in Biochemical Genetics” em 1977.  Posteriormente, realizou um ano de pós-doutoramento no Institute for Medical Research em Mill Hill, Londres. Fora contratado, como professor assistente na mesma instituição, onde lá permaneceu até 1982, quando então retornou ao Brasil para assumir o cargo de professor adjunto na UFMG.

sergio_pena_2Atualmente, é professor Titular do departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG. Além disso, assume o cargo de diretor em duas instituições, a primeira o Laboratório Genômica Clínica da Faculdade de Medicina e, também, no núcleo de Genética Médica de Minas Gerais e da Gene-Genealógica Central de GenoTipagem de Animais, o último pioneiro na américa latina em diagnóstico molecular.

Exerceu em algumas ocasiões cargos de prestigio científico, presidindo a Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular, o programa Latino-Americano de Genoma Humano e, por fim, o Comitê Sul-Americano do Projeto de Diversidade Genômica Humana.

Além disso, os esforços de seu trabalho foram recompensados com diversas premiações, de honras por mérito, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (Presidência da República, 2006), Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, Presidência da (República do Brasil, 2000) e, de títulos acadêmicos, membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento (TWAS). Como médico, Sérgio foi reconhecido como membro da Academia Mineira de Medicina e da Academia Mineira de Pediatria.

Ao longo de sua carreira cientifica contribuiu com a formação de aproximadamente 30 de doutores e 20 mestres, produzindo conhecimento científico em várias áreas como, por exemplo: i) diversidade genômica e evolução humana, ii)  formação e estrutura da população brasileira, iii) estrutura populacional do Trypanosoma cruzi. Com ênfase em diagnostico através de métodos moleculares (PCR) e, atualmente, na identificação da diversidade genética da população brasileira.

A produção cientifica gerada pelo Dr. Pena, é grande parte, indexada a periódicos internacionais a qual totaliza 262 artigos. É autor ou coautor de três livros e 49 capítulos até 2013.  Sendo classificado como bolsista de produtividade 1A pelo CNPq e pesquisador fator H:42, tendo 6573 citações segundo o SCI (Science Citation Index).

Além de pesquisador, preocupado com a boa divulgação científica no país, em 2006, Dr. Pena assumiu a redação da revista Ciência Hoje On-Line, produzindo dezenas de colunas sobre genética, saúde e evolução. Hoje sua pesquisa sobre a diversidade genômica humana, a formação e estruturação da população brasileira se destacam como suas áreas principais de investigação, cujos resultados promovem indícios contra o conceito de raça em vista a argumentos biológicos.

Sérgio Pena, acima de um grande pesquisador, é retratado como humanista, prestando serviços no diagnostico de doenças e, recentemente, dirigindo a fundação Danilo Pena (FUNDAPE). Criada em 1996, em memoria ao seu pai Danilo Pena, que tem como objetivo custear completamente a formação acadêmica de menores carentes de grande potencial intelectual.

Texto: André Fonseca

Aluno do curso de Ciências Biológicas –UFRN e iniciação científica no LBMG

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sopdcostSérgio Olavo Pinto da Costa é um nascido em Campinas, São Paulo  no ano de 1930, se formou em medicina pela universidade federal do Paraná em 1958. Atuando na área de medicina obteve alguns cargos de importância, inclusive o de diretor do departamento de patologia da santa casa de Curitiba.

 

No entanto, começou a se interessar pela área de genética de microrganismos e após receber um convite transferiu-se para a faculdade de medicina veterinária. Fez então uma especialização em microbiologia na Universidade federal do Rio de Janeiro, mestrado em ciências biológicas na USP, também na área de microrganismos e em seguida doutorado em microbiologia nessa mesma universidade.

 

Fez o pós-doutorado na escola de medicina da universidade de Miami – EUA. Foi professor titular da USP em 1987, pelo departamento de genética. Foi um dos pesquisadores que iniciaram o ensino e as pesquisas em genéticas de microrganismos no Brasil, um dos seus trabalhos foi o estudo das bases moleculares de bactérias gram-negativas resistentes a antibióticos.

 

Criou, no final dos anos 1950, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Paraná, o seu primeiro laboratório de pesquisa em genética de bactérias. Possui mais de noventa trabalhos publicados em revistas científicas.

 

Está atualmente aposentado, mas ainda atua no departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas, na qualidade de Professor Visitante, está com vários projetos de pesquisa em andamento, como o isolamento de amebas patogênicas, estudo da epidemiologia da tuberculose na Paraíba, além de estudos com vírus do HIV entre outros projetos relacionados a microrganismos patogênicos.É também professor do curso de pós-graduação em mestrado em Saúde Coletiva da Universidade Católica de Santos (SP).

 

Realizou colaborações importantes com pesquisadores da Alemanha, Portugal e Japão. Já foi presidente da sociedade Brasileira de genética (SBG). É ainda revisor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e também da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Já recebeu mais de vinte prêmios e títulos

 

Texto: Jéssica Marina de Paiva Pereira

Aluna de graduação em Ciências Biológicas – UFRN.

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henriques Nascido em 16 de abril de 1946, na cidade de Pelotas (RS), João Antonio Pêgas Henriques inicialmente concluiu os seus estudos de 1º e 2º no Colégio Municipal Pelotense. Em busca da formação acadêmica, graduou-se no Curso de Farmácia e Bioquímica na UFRGS, Porto Alegre (RS).

Seu interesse pela pesquisa surgiu durante a graduação, tendo realizado sua iniciação científica no laboratório de Biofísica das Radiações no Instituto de Biofísica da UFRGS. Quanto à pós-graduação, João Antônio obteve o título de Mestre em Biofísica pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ em 1974, com um estudo voltado ao segmento da Fotobiologia e Radiobiologia.

Em seguida, ingressou no doutorado, obtendo assim em 1981 o título de Docteur D’Etat et Sciences Naturelles no Institut Curie – Univesité Paris XI, França, realizando um estudo voltado à área de reparo de DNA e mutagênese especificamente na espécie Saccharomyces cerevisiae.

Quanto ao seu Pós-Doutoramento, este foi realizado no laboratório de Microbiologia Molecular do Dr. Martin Brendel no Institut für Mikrobiologie, da J.W. Goethe Universität – Frankfurt, Alemanha em 1989.

Durante o pós-doutoramento, seus estudos foram extremamente relevantes, demonstrando o envolvimento de genes PSO de S. cerevisae em reparo de DNA, câncer e na geração de diversidade imunológica. A partir desses estudos pioneiros, seu grupo de pesquisa ampliou a linha de pesquisa, passando a abranger estudos acerca dos mecanismos de ação de drogas antitumorais e de compostos bioativos naturais.

Em parceria com o professor com o Prof. Bernardo Erdtmann, criou o Laboratório de Genotoxicidade no Centro de Biotecnologia da UFRGS (hoje funcionando como Unidade GENOTOX-ROYAL, associado ao Instituto de Educação para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica Royal, São Roque, SP.), considerado referência na área de avaliação do potencial genotóxico de agrotóxicos, fármacos e amostras ambientais.

Desde 1993 é Pesquisador 1A do CNPq, sendo referência não somente pela produção científica mas também pelo grande envolvimento com a formação de recursos humanos, visto que orientou 52 mestres e 50 doutores até o momento, sendo grande parte destes profissionais atuantes em Universidades e Institutos de Pesquisa públicos e privados, além de Universidades no exterior.

Quanto à sua produção científica, publicou 209 artigos científicos em revistas internacionais especializadas, atingindo 2732 citações. Além da produção de artigos científicos, o mesmo participou da elaboração de 15 capítulos de livros e da editoração do livro Genética Toxicológica.

Desde o início da sua carreira, vem contribuindo significativamente com desenvolvimento da ciência brasileira, sendo Membro titular da Academia Brasileira de Ciências na área de Ciências Biológicas. Foi também um dos responsáveis pela criação da Sociedade Brasileira de Mutagênese, Carcinogênese e Teratogênese Ambiental, tendo sido seu 1º Presidente.

Atualmente, participa também de uma série de comitês de pesquisa no país e a alguns relacionados a laboratórios do exterior. Alguns exemplos dessa participação são: Membro associado das Sociedades Brasileiras de Genética, de Bioquímica e de Biofísica; Membro do Comitê Assessor – BF (Biofísica, Bioquímica, Fisiologia de Farmacologia) do CNPq; Diretor Nacional e Binacional do Centro de Brasileiro-Argentino de Biotecnologia (MCT/CNPq); Membro dos “Comitês Genoma” do MCT: Brasil/Alemanha e Brasil/França; Representante da área de Ciências Biológicas I CAPES, 2001 – 2003.

No momento, atua como orientador nos Programas de Pós-Graduação em Bioquímica, Biologia Celular e Molecular e Genética e Biologia Molecular-UFRGS; Pós-Graduação em Biotecnologia do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Caxias do Sul e Pós-Graduação em Toxicologia Aplicada e Genética Molecular da ULBRA.

Contribuindo grandemente ao desenvolvimento da pesquisa no estado do RS, tem participação ativa no Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia e atuou como Diretor Presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul – FAPERGS.

Texto: Angélica Maria de Sousa LealDoutoranda em Bioquímica e Biologia Molecular-UFRN

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