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O pesquisador paulista Carlos Frederico Martins Menck é biólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP) em 1977, onde se doutorou em 1982 em Bioquímica. Iniciou sua carreira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e atualmente é professor titular na USP. Aos 53 anos, tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética Molecular e de Microorganismos, atuando principalmente em temas como reparo de DNA, mutagênese, ultravioleta e transferência gênica com vetores virais. Na entrevista que confere abaixo, ele nos fala um pouco sobre sua carreira científica, a experiência com as investigações sobre o genoma e as possibilidades de popularização da Genética no Brasil.

Quais as razões que o levaram a escolher a Biologia como formação e, mais especificamente, a se dedicar aos processos de reparo de DNA?

Quando garoto, algumas informações que conheci nas disciplinas de Ciências (no antigo Ginásio) e Biologia (no antigo colegial) me chamaram muito a atenção. Entre elas, fiquei fascinado ao saber da evolução do ser humano e nossa ligação com os chimpanzés. Eu adorava discutir as questões de evolução e hereditariedade, e vibrei quando vi um simples filme sobre a molécula do DNA. Acho que a partir daí eu defini que gostaria de estudar essa molécula. Quanto ao reparo de DNA, a ideia surgiu quando, na faculdade, assisti a uma conferência da Dra. Glaucia Santeli que falava do tema, junto a envelhecimento. Contatei então o Dr. Rogério Meneghini, que trabalhava com o assunto, e creio que isso me deu a oportunidade de trabalhar com metabolismo da molécula de DNA, o que faço até hoje.

Você participou do Projeto Genoma Humano? Como foi a experiência nesse trabalho de cooperação e quais os principais resultados obtidos? O que mudou na pesquisa após o sequenciamento de todo o genoma humano?

Na verdade, tive poucas oportunidades de trabalhar com a rede brasileira de Genoma, mas conheci quase todo o pessoal, que é um ótimo time. Trabalhei de fato com os projetos genoma da rede FAPESP, e não com o projeto Genoma Humano em si. Mas de qualquer forma, confesso que foi uma boa experiência trabalhar em grupo, mesmo que reconheça como isso é difícil, pois cada pesquisador tem suas próprias ideias de como gerenciar um projeto. A característica de gerar um certo número de sequências por grupo, no entanto, propiciou o sucesso desses projetos. Infelizmente, nem todos os grupos se deliciaram ao analisar os dados propriamente ditos, ficando no trabalho técnico de sequenciamento. Nosso grupo tentou ajudar a analisar as sequencias, e isso foi recompensador. Ainda tenho alguns trabalhos deste tipo no laboratório e é muito estimulante, pois temos acesso pela internet a um verdadeiro oceano de resultados, que só precisam ser analisados com carinho e dedicação para gerar contribuição científica. Por outro lado, houve muita expectativa sobre o Genoma Humano em si, que foi um projeto importante, mas as terapias de doenças, como a AIDS e o câncer, por exemplo, só virão depois de uma análise importante dos dados e muita experimentação. Não tenho dúvidas que essas grandes terapias vão vir e serão obtidas com base nos dados do Genoma Humano.

Na sua opinião, é possível, no caso do Brasil, tornar a Genética mais acessível para a sociedade, para o cidadão comum? De que forma?

Há várias iniciativas para trazer a Genética de uma forma compreensível para o cidadão comum. Entre elas, destaco a revista Genética na Escola publicada gratuitamente no site da SBG (www.sbg.org.br). Bons livros em português também estão ajudando e vão ajudar mais ainda. O mais importante, a meu ver, é que já na escola a genética (assim como a Biologia e outras ciências) seja trabalhada a fim de despertar a curiosidade nas crianças, para que busquem respostas para as questões básicas do mundo. Como por exemplo, como surgiu a vida na Terra? Existem ET`s de fato? Por que somos tão parecidos com os macacos? A Genética está envolvida em nosso dia a dia em vários momentos, como em vários procedimentos de saúde e na produção de nossos alimentos. E não tenho dúvidas que esse espectro de uso da Genética vai aumentar muito. Afinal, a Natureza inventou estratégias fabulosas para permitir a evolução dos organismos. Temos ainda muito a aprender com ela.

Atualmente você coordena um grupo de pesquisa sobre respostas celulares a lesões no genoma. Você pode nos explicar um pouco sobre o desenvolvimento desse estudo e os principais resultados já apresentados?

De uma forma simples, estudamos como as células de nosso organismo respondem quando submetidas a agressões no genoma. Essas agressões acontecem a todos os momentos e, se não forem consertadas, causam câncer e envelhecimento. Nós estudamos esses processos em seres humanos e em outros organismos (incluindo bactérias e plantas). Fomos dos primeiros grupos no mundo a mostrar que nosso sistema de reparo de DNA é similar ao de plantas, em clara demonstração do processo evolutivo. Conseguimos também estar entre os primeiros a entender como uma espécie ativada de oxigênio (o oxigênio singlete) pode lesar o DNA. Em células humanas, conseguimos os primeiros dados para corrigir defeitos genéticos em termos de reparo de DNA. Atualmente, entre vários projetos, um deles busca uma forma de tornar inativos os processos de reparo de DNA em células tumorais para desenvolvimento de terapias mais eficazes contra o câncer.

Começou hoje no LBMG a décima edição do Curso de Férias em Genética, que faz parte do projeto “Interação Ciência e Educação”. Durante os próximos 15 dias, 10 professores e 30 alunos do Ensino Médio da rede pública estadual terão a oportunidade de desenvolver experimentos nos laboratórios de genética da UFRN, em um curso totalmente destinado a práticas experimentais e o desenvolvimento de novos talentos.

O tema central deste ano é “150 anos de Darwin: Onde está a Genética nesta história?” e a palestra de abertura foi apresentada pela Prof. Dra. Adriana Uchôa, que falou sobre o percurso das teorias evolucionistas e a história desse grande pesquisador. Em novembro de 2009 se comemorou o aniversário de 150 anos da publicação de “A origem das espécies”, que teve cerca de 1200 unidades impressas em sua primeira edição – volume esse que se esgotou quase que imediatamente. O trabalho completo de Darwin, incluindo biografia, publicações e manuscritos, pode ser acessado pelo site The Complete Work of Charles Darwin Online, dirigido pelo Dr. John van Wyhe, do Depts. of Biology & History, da National University of Singapore and Christ’s College / Cambridge.

Na segunda etapa da apresentação, os participantes do Curso de Férias em Genética puderem discutir sobre os processos do método científico e a importância de se levar isso para a sala de aula e despertar nos jovens a curiosidade, o questionamento e o interesse pela investigação. O Curso de Férias em Genética acontece desde 2004 e já atendeu mais de 300 alunos e cerca de 150 professores.

Ciência Online

 

Matéria do jornal Correio Braziliense do último dia 4 de janeiro divulgou as possibilidades para a ampliação do conhecimento com a explosão da blogosfera. O texto fala que esse ambiente online veio contribuir para que a discussão de temas relacionados às mais diversas áreas da ciência, como a biologia, a neurociência e a genética, passasse a ser feita de maneira mais leve, de fácil entendimento e totalmente interativa.

A jornalista Gisela Cabral ouviu diversos autores de blogs científicos, inclusive o Blog do LBMG. “Mutagênese e reparo de DNA, genética molecular de micro-organismos e genética molecular de plantas. A intenção de ‘traduzir’ assuntos como esses, vistos como complicados pelo grande público, fez com que o Laboratório de Biologia Molecular e Genômica (LBMG) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desse vida a um blog científico”, apresenta a reportagem. Outros blogs – Ciência Brasil, Brontossauros em Meu Jardim e A neurocientista de plantão – também mostraram suas experiências.

Confira a matéria clicando aqui.

Diversidade e inclusão

2009 foi especial para o projeto de extensão “GamaDown: da genética à inclusão – a arte da mobilização”, desenvolvido pelo LBMG junto à Pró-Reitoria de Extensão da UFRN, com o objetivo de mobilizar a população em geral para a inclusão não só dos portadores da Síndrome de Down, mas com qualquer deficiência ou diferença.

Este ano, o projeto realizou a primeira edição do Concurso de Fotografia “A Beleza da Vida: diversidade e inclusão”, em parceira com a Associação Potiguar de Fotografia (APHOTO) e da Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte. O concurso, aberto para fotógrafos amadores e profissionais, teve como objetivo incentivar a arte da fotografia e sensibilizar e despertar um novo olhar sobre a diversidade humana e inclusão. Ao todo, foram 105 inscritos, das 5 regiões do Brasil, totalizando 266 fotos.

O vencedor foi o potiguar Madson Reis de Oliviera Trindade, recém graduado no curso de Ciências Biológicas da UFRN, com o trabalho intitulado “Arte de Incluir”. Madson conta que seu interesse pelas imagens surgiu no mesmo ano em que passou no vestibular, foi aprimorado por cursos específicos e hoje concilia o trabalho num estúdio de fotografia com sua profissão de formação.“Durante as sessões de fotos para o concurso, acabei descobrindo um mundo que me era desconhecido. Conheci pessoas maravilhosas e uma delas foi a Débora, que trabalha como auxiliar de professor e também é atriz. Fui assistir ao seu espetáculo, onde produzi a imagem vencedora. Para mim esta foto reflete toda sua dedicação e extravasamento de seu talento, que não foi inibido por nenhuma limitação imposta pela vida”, comenta o ganhador.

Todas as fotos vencedoras estão disponíveis no “Espaço GamaDown” do Museu Virtual da UFRN.

 

Arte de Incluir, de Madson Trindade: vencedora do concurso fotográfico "A Beleza da Vida"

Pesquisa conduzida pela Universidade de Wyoming, nos Estados Unidos, demonstra que girinos geneticamente modificados podem funcionar bem para uma rápida detecção de poluição em águas. Artigo publicado na Environmental Science and Technology mostra que os animais indicam a presença de metais pesados por meio de uma proteína fluorescente verde que reage em resposta ao estresse fisiológico exercido pelos poluentes. A pesquisa corresponde a uma necessidade urgente de melhorar as tecnologias para uma rápida detecção de efeitos fisiológicos de poluentes ambientais. Como explica o professor Paul Johnson, do grupo de pesquisadores, os girinos são particularmente úteis como monitores ambientais, porque desenvolvem um completo sistema imunológico, com cardiopatias complexas e sistemas circulatório semelhantes aos seres humanos, mas amadurecendo ao longo de um dia, e não anos. A notícia pode ser conferida no Billings Gazette.

A bactéria Chromobacterium violaceum pode ter grande aplicação biotecnológica em diversas áreas, da saúde à  agropecuária e meio ambiente. “Ela é normalmente considerada não patogênica para humanos é há tempos conhecida por sua capacidade de combater doenças como tuberculose, Mal de Chagas e leishmaniose. Tem capacidade de produzir plásticos biodegradáveis ou reduzir impactos da poluição em áreas de garimpo”, explicou a professora Sílvia Batistuzzo, coordenadora do LBMG, em entrevista ao Diário de Natal.

O genoma dessa bactéria foi totalmente sequenciado pela Rede Nacional de Genoma Brasileiro, da qual o LBMG faz parte, junto com outros 24 laboratórios de todo o país. Agora, o LBMG vai ampliar os estudos em torno da Chromobacterium violaceum. Cerca de 40% do patrimônio genético dessa espécie ainda é considero “hipotético”, ou seja, é desconhecido, sendo possível que exista uma série de novos genes com potencial biotecnológico ainda não identificados. O grupo de pesquisadores coordenado pela professora Sílvia investiga esse material ainda não acessível.

Nascido no Egito, mas também cidadão italiano e brasileiro, o professor Leopoldo de Meis se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1961. Mesmo aposentado, aos 71 anos, afirma que não pensa em parar e permanece como Professor Emérito da UFRJ. Tem experiência na área de Bioquímica, com ênfase em Metabolismo e Bioenergética. Como ele mesmo define, “dedica 85% de seu tempo à Ciência e 15% ao ensino em Educação”. Confira abaixo entrevista onde o professor conta sua trajetória, a sua descoberta da pesquisa e os projetos que desenvolve unindo arte, ciência e educação.

 

Quando se formou em Medicina, pensava em clinicar, ou já havia se decidido pela ciência e pesquisa?
Quando comecei a cursar Medicina imaginava me tornar um grande cirurgião. Porém, quando fiquei sabendo que o hematologista Walter Oswaldo Cruz, filho do lendário Oswaldo Cruz, havia aberto um processo seletivo para escolher estagiários no seu laboratório, me candidatei. Mesmo tendo pouco interesse pela disciplina, precisava muito do dinheiro e do salário oferecido, que era equivalente a US$ 200 mensais. A primeira fase da seleção, feita na casa de Walter, me deixou muito intrigado. Consistia em olhar para uma série de cartuns publicados na revista norte-americana New Yorker e explicar ao mestre onde estava a graça da piada. Fui chamado para a segunda fase, agora no laboratório do Instituto Oswaldo Cruz. Ali me deparei com um desafio concreto: deveria dizer para que serviam os equipamentos usados no laboratório. Sem nenhuma familiaridade com eles, fui sincero e avisei que não sabia. Walter Oswaldo Cruz não pareceu surpreso e me disse: “Bem, então adivinhe”. Naquela época, com meus 19 anos, me arrisquei e fui um dos quatro selecionados, provavelmente por reunir duas qualidades que o professor via necessárias em seus discípulos: ter humor e curiosidade.

Quando se aposentou e por que a decisão de continuar trabalhando?
Me aposentei em março de 2008. Continuo trabalhando normalmente em meu laboratório e não penso em parar. Agora estou envolvido com pesquisa de gordura marrom, tecido especializado que, quando estimulado, dissipa muita energia na forma de calor. Leva esse nome porque é repleto de mitocôndrias, as usinas energéticas das células, que são marrons.

O Laboratório de Bioenergética existe desde quando na UFRJ e quais as principais linhas de pesquisa?
O Laboratório inicialmente chamava–se Laboratório de Contração Muscular, quando era na Biofísica. Quando concorri a uma vaga de professor titular na Bioquímica, e ganhei em 1978, surgiu o nome genérico de Bioenergética, para abranger as atividades dos estudantes de pós-graduação e pós-doc que me acompanhavam na Bioquímica. Com o passar do tempo, diversas linhas de pesquisa surgiram, indo desde insetos, até biologia estrutural. Mas continuei com o mesmo nome de Laboratório de Bioenergética.

Quando e como surgiu o projeto Ciência e Arte? Qual o objetivo?
A ideia do projeto surgiu na década de 80 e o grupo que hoje leva o trabalho adiante começou a se formar em 1996, com alunos oriundos principalmente da Escola de Belas Artes. Nosso principal objetivo é tornar o ensino de Ciências e, por conseguinte, sua divulgação mais prazerosa e atraente para os alunos.

Arte e Ciência têm o que em comum?
Ambas são atividades comuns a nossa espécie, a espécie humana. Cientistas e artistas, cada um a sua maneira, buscam entender a natureza e utiliza seus conhecimentos na tentativa de tornar mais confortável nossa existência no planeta. Aparentemente são atividades díspares, no entanto ambas requerem doses de lógica, emoção, criatividade e utilização de técnicas muitas vezes desenvolvidas por seus pares.

Na sua visão, o jovem brasileiro tem se interessado pela ciência?
Há uma massa enorme de jovens no Brasil (mais de 50%) que nunca teve acesso à educação. Estatisticamente podemos afirmar que muitas mentes brilhantes se perdem por falta de oportunidade. Cabe a nós, pesquisadores e estudantes de pós-graduação, tentarmos resgatar pelo menos uma pequena parcela desse imenso tesouro.

Ciência é Cultura

O Fórum da Cultura Digital Brasileira, promovido pelo Ministério da Cultura e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, publicou este ano o livro “Cultura Digital.br”, reunindo entrevistas com mais de 20 pesquisadores e estudiosos da área.

Um dos entrevistados foi Bernardo Esteves, editor da revista Ciência Hoje Online. Na entrevista, que você pode conferir clicando aqui, ele fala sobre a cultura digital e o acesso à informação científica, abordando questões como a história da autoria, a validação pelos pares e a ciência como um saber coletivo, além das possibilidades para a divulgação cientifica abertas pela internet e as novas tecnologias digitais.

O livro na íntegra pode ser baixado pela página do Ministério da Cultura.

Estudantes de graduação, mestrado e doutorado do LBMG foram premiados durante o IX Congresso da Sociedade Brasileira de Mutagênese Carcinogênese e Teratogênese Ambiental (SBMCTA), que aconteceu entre os dias 11 e 14 de novembro de 2009, em Ouro Preto/MG.

A aluna do curso de Farmácia da UFRN, Fabrícia Lima Fontes, recebeu menção honrosa como um dos melhores trabalhos da área de mecanismos de mutação e reparo do DNA pelo paper intitulado “Influence of Genetics Polymorphisms in Patients with Meningitis”.

Leonam Gomes Coutinho, aluno de doutorado do programa Renorbio, teve o trabalho “Purinic/Apyrimidinic Endonuclease (APE-1) and Apoptosis Inducing Factor (AIF) Change their Expression During Pneumococcal Meningitis after Vitamin B6 Treatment” escolhido como o melhor da área de genotoxicidade de drogas e agentes terapêuticos. Esses dois trabalhos foram orientados pela professora Lucymara Agnez-Lima.

Nilmara O. Alves, aluna do mestrado em Bioquímica da UFRN, teve seu trabalho premiado como o melhor da área de estresse oxidativo, mutagênese e antimutagênese. O título foi “Avaliação da Toxicidade Genética Associada ao Material Particulado Emitido pela Queima de Biomassa em Tangará da Serra-MT”, orientado pela professora Silvia Batistuzzo.

Parabéns!

Fabrícia Fontes, Leonam Coutinho e Nilmara Alves, premiados durante o IX Congresso da SBMCTA

O Ministério da Educação disponibiliza pelo site www.dominiopublico.gov.br uma biblioteca digital, desenvolvida em software livre, onde se pode ver pinturas de Leonardo Da Vinci, ouvir músicas em MP3, ler obras de Machado de Assis, ter acesso à historinhas infantis, vídeos da TV Escola e artigos científicos, entre outros. Ao todo, são mais de 730 obras da literatura em português. Confira, divulgue e incentive crianças e jovens a utilizar essa ferramenta.

Espécies raras de pássaros, que foram estudadas por Charles Darwin há mais de 170 anos, durante expedição que realizou nas Ilhas Galápagos, podem ser reintroduzidas em seu ambiente, a partir de pesquisas realizadas por um grupo de geneticistas ingleses. O estudo foi publicado na Royal Society Biology Letters.

Cerca de 50 anos depois da visita de Darwin, o rouxinol floreana (Mimus trifasciatus) entrou em fase de extinção, restando apenas duas pequenas populações que sobrevivem em duas ilhotas satélites da região de Galápagos. Como Darwin observou, raridade, muitas vezes precede a extinção. Para evitar que isso ocorra, os estudos estão sendo desenvolvidos para reintroduzir a espécie, integrando o pensamento evolutivo e práticas de conservação por meio de análises coalescentes e dados genéticos de amostras recolhidos por Darwin e Robert Fitzroy em 1835.

O tema foi noticiado pela BBC.

DarwinO projeto “Interação Ciência e Educação”, implantado pelo LBMG na UFRN, abre as inscrições para o 10° Curso de Férias em Genética, voltado para alunos e professores do Ensino Médio da rede pública do Estado. A próxima edição do evento acontecerá entre os dias 18 e 29 de janeiro de 2010 e terá como tema central o pesquisador Charles Darwin. O título é: “150 anos de Darwin: Onde está a Genética nesta história?”

As inscrições vão até o dia 8 de janeiro de 2010. Os interessados devem pegar a ficha de inscrição na secretaria das escolas, ou baixar aqui, preencher e entregar no LBMG (Centro de Biociências/UFRN). Informações pelo e-mail cursodegenetica@cb.ufrn.br ou pelo telefone 3215-3346.

Durante 15 dias nas férias de 2010, os estudantes e professores da rede pública do Rio Grande do Norte que forem selecionados terão a oportunidade de desenvolver experimentos nos laboratórios de genética da UFRN, em um curso totalmente destinado a práticas experimentais e ao desenvolvimento de novos talentos. O projeto acontece desde 2004 e já atendeu mais de 300 alunos e cerca de 150 professores.

DN KatiaMatéria do Diário de Natal destaca que um grupo de pesquisadores da UFRN vai estudar os efeitos da gravidade zero sobre a espécie vegetal, através de amostras de cana-de-açúcar que serão enviadas para o espaço. O objetivo, como explicou a professora Kátia Scortecci, é analisar como a planta vai se adaptar àquela condição e, assim, tentar encontrar soluções ao melhoramento genético, visando melhorar a produção dessa e de outras espécies agrícolas economicamente importantes.

O crescimento de plantas no ambiente de gravidade zero permitirá a prospecção  de genes e proteínas que são ativados ou reprimidos durante a condição de microgravidade e sua caracterização. O grupo já teve as solicitações para a pesquisa aceitas pela Agência Espacial Brasileira e aguarda o lançamento das amostras ao espaço.

As pesquisas com a cana-de-açúcar acontecem desde 2007 e a escolha pela espécie se deveu à observação de que, na região Nordeste, ela apresenta alterações em seu desenvolvimento que têm influenciado diretamente na qualidade da produção.

O LBMG está selecionando candidatos para duas bolsas de pós-doutorado pelo edital CAPES PNPD/2009, uma pelo programa RENORBIO (60 meses) e outra pelo programa de Ciências da Saúde (24 meses). Os interessados deverão ter formação em Biologia Molecular. O projeto visa a clonagem, expressão e purificação de proteínas com potencial biotecnológico. A vigência será a partir de 01 de dezembro de 2009 e a coordenação é da professora Lucymara Fassarella Agnez-Lima. Mais informações, clique aqui.

LBMG Pergunta

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