DISCENTE: ANA RAFAELA DE SOUZA TIMOTEO
Orientadora: ADRIANA FERREIRA UCHOA
DATA: 27/09/2011 – 14:00 – LOCAL: Sala SS1 – DBG
TÍTULO: PROTEÔMICA COMPARATIVA DE LINHAGENS CELULARES HUMANAS EXPOSTAS A ESTRESSE OXIDATIVO INDUZIDO POR RIBOFLAVINA FOTOSSENSIBILIZADA
ÁREA: Biologia Geral
RESUMO: Espécies reativas de oxigênio (EROs) são geradas, continuamente, podendo ser provenientes do metabolismo celular ou induzidas por fatores exógenos, além disso, apresentam a capacidade de danificar moléculas, como DNA e proteínas. BER é considerada a principal via de reparo de danos oxidativos ao DNA, entretanto, diversos estudos tem demonstrado a importância da participação de proteínas de outras vias na correção destas lesões. A deficiência de algumas enzimas da via NER, como CSB e XPC, que atuam na etapa de reconhecimento da lesão nas duas subvias deste sistema, influencia na eficácia do reparo de danos oxidativos. Entretanto, os mecanismos através dos quais, células deficientes nestas enzimas respondem ao estresse oxidativo e suas conseqüências ainda necessitam ser mais bem esclarecidos. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi realizar uma análise proteômica de linhagens celulares proficiente e deficiente em NER, expostas ao estresse oxidativo, de modo a identificar proteínas envolvidas, diretamente ou não, na resposta ao estresse oxidativo e reparo de DNA. Para isto, três linhagens de fibroblastos humanos, MRC5-SV, CS1AN (deficiente em CSB) e XP4PA (deficiente em XPC), foram tratadas com riboflavina fotosenssibilizada e, em seguida, foi realizada a identificação das proteínas diferencialmente expressas através do seqüenciamento de peptídeos por espectrometria de massas. A partir dos resultados, observou-se que a linhagem MRC5-SV apresenta aumento de expressão na maioria das proteínas envolvidas com a defesa celular, sendo uma resposta esperada para uma linhagem celular normal submetida a estresse. A linhagem CS1AN demonstrou uma resposta desarticulada, não sendo possível estabelecer muitas interações entre as proteínas identificadas, podendo ser uma explicação para sua sensibilidade a tratamentos com riboflavina e outros agentes oxidantes e aumento da morte celular provavelmente por indução das vias pró-apoptóticas. Já linhagem XP4PA apresentou maior expressão de proteínas bloqueadoras da apoptose, assim como, houve a inibição ou redução da expressão de outras envolvidas com a ativação deste processo, sugerindo a ativação de um circuito anti-apoptótico nesta linhagem, o que pode ajudar a explicar a alta susceptibilidade de indivíduos XPC a desenvolvimento de cânceres. Estes resultados também contribuirão para o esclarecimento dos mecanismos de atuação de NER em danos oxidativos e para a compreensão de vias importantes na correlação do estresse oxidativo, reparo e formação de tumores malígnos.
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DISCENTE: ANGELICA MARIA DE SOUSA LEAL
Orientadora: LUCYMARA FASSARELLA AGNEZ LIMA
DATA: 28/09/2011 – 14:30 – LOCAL: Sala de reuniões Carl Peter von Dietrich
TÍTULO: AVALIAÇÃO DO CARÁTER OXIDANTE DA VIOLACEÍNA
ÁREA: Bioquímica
RESUMO: A violaceína é um pigmento violeta isolado de várias espécies de bactérias gram-negativas, especialmente da Chromobacterium violaceum, uma betaproteobactéria encontrada no rio Amazonas, no Brasil. Diversas atividades biológicas já foram descritas para este pigmento e dentre elas destacam-se a antibacteriana, antifúngica, tripanocida, antileishmaniose, anti-úlcerogênica, antiviral e antitumoral. Apesar de uma atividade antioxidante in vitro ter sido sugerida, uma atividade pró-oxidante também já foi observada especificamente em duas linhagens tumorais e parece ser dependente de mecanismos específicos para cada linhagem. Nesse sentido, os efeitos citotóxicos e pró-oxidantes da violaceína foram investigados em células normais e tumorais buscando-se avaliar a ocorrência de diferentes respostas celulares. A análise da citotoxicidade da violaceína indicou que células CHO-K1 foram mais resistentes ao composto em relação às tumorais HeLa. Quanto às enzimas do aparato antioxidante, observou-se um aumento significativo na atividade da SOD intracelular nas linhagens CHO-K1 e MRC5-SV. Porém, houve uma diminuição na atividade enzimática especificamente nos tratamentos com 6 e 12 μM nas linhagens MRC5-SV e HeLa e acredita-se que tal inibição seja devida à baixa viabilidade celular presente nesses tratamentos. Inesperadamente, o aumento na atividade da SOD não foi acompanhado pelo aumento concomitante na atividade da Catalase. Em relação aos biomarcadores de estresse oxidativo, níveis elevados de proteínas carboniladas e hidroperóxidos de lipídio foram observados em células CHO-K1 e MRC5-SV quando tratadas respectivamente, com 1,5-3 µM e 3 µM de violaceína, indicando que o pigmento apresenta efeitos pró-oxidantes especificamente nessas concentrações. Adicionalmente, acredita-se que a acentuada queda na viabilidade celular observada em células MRC5-SV e HeLa tratadas com 6-12 µM de violaceína se deve a outros mecanismos não relacionados à geração de estresse oxidativo propriamente dita. Os resultados sugerem também que a violaceína induz estresse oxidativo por elevação dos níveis endógenos de O2•–, visto a ocorrência de uma significativa alteração nos níveis de atividade de SOD. Em adição, com o objetivo de avaliar o caráter antioxidante in vitro da violaceína na ausência de um sistema biológico celular, a capacidade antioxidante total e a atividade de quelação férrica do pigmento foram avaliados, de forma que atividades antioxidantes foram detectadas a 30 e 60 µM de violaceína. Frente aos resultados obtidos, apesar do desencadeamento do estresse oxidativo após a incubação com violaceína, este parece não ser suficiente para causar danos significativos aos componentes e estruturas celulares em células HeLa e apenas em concentrações específicas de pigmento para CHO-K1 e MRC5-SV, dentro das condições avaliadas. Por fim, os resultados confirmam que violaceína apresenta caráteres oxidantes opostos quando na presença ou ausência de um sistema biológico celular, além de que o caráter antioxidante só se dá em concentrações elevadas do pigmento.